O Jogo do Anjo é o segundo livro da série Cemitério dos Livros Esquecidos, de Carlos Ruiz Zafón.

A narrativa ocorre cronologicamente antes do primeiro livro e envolve algumas das suas personagens (secundárias) e localizações, mas é na prática uma história diferente.

O protagonista, David Martín, começa como jornalista e torna-se escritor com a ajuda do seu amigo e mentor Pedro Vidal. Estando a viver na pobreza, é aliciado a trabalhar para dois editores sem escrúpulos, numa colecção de livros policiais que ele não quer escrever e que não pode contratualmente sequer assinar com o seu próprio nome.  A frustração dessa situação e de outras peripécias que lhe vão acontecendo levam-no a aceitar um contrato com um personagem misterioso e sinistro, de seu nome Andreas Corelli, um misterioso editor que lhe oferece uma pequena fortuna para escrever apenas um livro, deixando-o depois livre e rico para escrever o que quiser. Já depois de aceitar tal negócio, David começa a suspeitar do seu patrão e entra numa série de intrigas para descobrir onde se meteu.

O Jogo do Anjo não está ao nível da Sombra do Vento, o que é natural por esse tratar-se de uma obra prima. O livro tem algumas pontas soltas, que não são totalmente explicadas, muita ambiguidade, um fim que pessoalmente não me agradou e bastante mais esoterismo. Ainda assim é marcado pelo estilo de escrita de Zafón, que nos agarra e leva sempre a querer ler só mais um bocadinho. E tem algumas passagens fantásticas que vou colocar aqui no blog em breve.

No final só posso recomendar o livro.

Podem comprá-lo aqui, e em edição livro de bolso aqui.

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