Leitura Partilhada

partilha dos melhores livros que vou lendo

Month: Janeiro 2017 (page 1 of 2)

A Bíblia – que versão ler em português?

Na sequência do livro que apresentei anteriormente (O Zelota) tive curiosidade de (re)ler a Bíblia.

Seja crente ou não, a Bíblia é certamente um dos livros que toda a gente devia ler pelo menos uma vez na vida, quanto mais não seja por ter sido O livro mais determinante na História mundial.

Sendo a Bíblia uma coleção de textos escritos, ao longo dos tempo, por vários autores, são diferentes os livros aceites por cada tradição/grupo/igreja. E mesmo dentro de cada um existem várias versões do texto original, com maior ou menor floreado acrescentado pelos tradutores dos textos originais, consoante a sua própria religiosidade.

Torna-se por isso complicado, principalmente para leigos, saber que versão ler, e quando nos decidimos por uma, por vezes está tão alterada para ir de encontro à crença de quem a traduziu que se torna inacessível para quem está fora dessa crença.

É aí que entra a versão que apresento agora. A partir da Bíblia Grega, ou seja, da Bíblia na sua versão mais completa, contendo o Novo (27 livros) e o Velho (53 livros) Testamento, Frederico Lourenço, um tradutor de Grego Clássico e professor da Faculdade de Letras de Coimbra, apresenta-nos a tradução mais rigorosa, completa e acessível na língua portuguesa. Cheia de notas do tradutor que esclarecem e contextualizam o texto original, torna este magnifico documento acessível a todos.

O volume I, para já o único disponível, que contém o texto dos 4 Evangelhos canônicos do Novo Testamento (Mateus, Marcos, Lucas e João), pode ser comprado na aqui.

 

 

 

 

O Zelota | Reza Aslan

O Zelota | Biografia histórica sobre homem, não o mito, de Jesus de Nazaré

Através de um trabalho de investigação meticuloso que durou 20 anos, é-nos dado a conhecer um Jesus histórico, ao invés do habitual Jesus mitológico, dentro do que nos é possível averiguar com base nos documentos que nos chegaram até hoje e no contexto político e cultural da época.

Sendo evidente que muito do está escrito nos evangelhos está desvirtuado pela crença religiosa de quem os escreveu, e não havendo grandes registos históricos da época (na altura a História não era escrita com o rigor a que estamos habituados a ver empregue actualmente, mas recorrendo mais à hipérbole e ao exagero mitológico), alguns factos básicos sobre Jesus tornam-se confusos: Onde é que realmente nasceu? Belém? Então porque era chamado Jesus Nazareno? Seria mesmo carpinteiro? Teria irmãos? Teria sido casado?

O livro tenta obter respostas para todas estas questões e explica passo a passo o raciocínio que levou a cada uma delas. O autor, Reza Azlan, tem uma escrita bastante acessível e apesar de apresentar várias opiniões polémicas sobre a personalidade e o próprio papel de Jesus, aqui apresentado como um Zelota, fá-lo com uma boa base de sustentação e deixando sempre em aberto a possibilidade de estar errado.

Eu, que apesar de ter a primeira comunhão não tenho qualquer interesse pela religião, sempre tive curiosidade sobre os acontecimentos da época naquela região. Foi uma altura muito importante da história mundial, durante o auge do poder do Império Romano, que dominava também a região da Palestina, e que causou o sentimento de revolta, o querer ser independente, e o acreditar em diversos messias que foram surgindo entre a população local.

Um livro que recomendo a todos os que se interessam sobre História, e que têm mente aberta para conceber um Jesus diferente do que nos é habitualmente apresentado pela religião cristã.

Podem comprar o livro aqui (no momento da publicação está com 30% de desconto) ou o ebook, um pouco mais barato, aqui.

Diante de um caixão, todos vemos só a parte boa ou o que queremos ver.

by Dom Gustavo Barceló, A Sombra do Vento

O destino costuma estar ao virar da esquina. Como se fosse um gatuno, uma rameira ou um vendedor de lotaria: as suas três encarnações mais batidas. Mas o que não faz é visitas ao domicílio. É preciso ir atrás dele.

by Fermín Romero de Torres, A Sombra do Vento

Pronoia. O que significa?

Pronoia. Uma palavra que aprendi hoje. Sabem o que significa?

É basicamente o estado mental oposto à paranoia, ou seja, ter a sensação de que existe uma conspiração global para nos ajudar.

É um tema bastante explorado no livro O Alquimista, de Paulo Coelho, um livro que nos faz embarcar numa viagem com o protagonista e nos recorda que mais importante que o destino é a viagem que nos enriquece. Uma leitura rápida, poderosa e que nos faz pensar sobre a nossa própria jornada.

Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro.

by Julian Carax, A Sombra do Vento

Novo Membro Afiliados Wook

WOOK - www.wook.pt

Programa de afiliados Wook, ou como tentar financiar o vício da leitura.

Ganhar dinheiro através de publicidade na internet é quase impossível. É por isso que tantas empresas, mesmo de dimensões enormes, têm vindo a fechar portas. É também por isso que os jornais online têm tentado mil e uma formas de serem pagos pelo seu conteúdo com subscrições ou conteúdo limitado que só é totalmente revelado pagando algum pequeno valor.

Como tal não estou à espera de fazer dinheiro com este blog, bem pelo contrário. Mas se conseguir que alguém se interesse por um dos livros que me apaixonaram e o comprar através dos meus links posso vir a ganhar vouchers de descontos, o que me permitirá comprar ainda mais livros que me apaixonem que partilharei com vocês. Ficamos todos a ganhar!

Wook é uma loja que eu uso e que recomendo (já tive um problema com uma encomenda e resolveram-no rapidamente), com preços bem competitivos e ainda por cima não se pagam portes durante o ano todo!

No momento em que paramos a pensar se gostamos de alguém, já deixamos de gostar dessa pessoa para sempre.

by Julian Carax, em A Sombra do Vento

Dúvidas etimológica

Apenas um pensamento aleatório que me surgiu hoje:

Supor e pressupor significam exactamente o mesmo. Ambos são a formação de uma hipótese, feita antes de chegar a uma conclusão. Qual será a sua origem? Porque foi criada uma quando a outra já existia?

A Sombra do Vento | Carlos Ruiz Zafón

A Sombra do Vento | Uma história com mistério, livros e paixões.

Comecei 2017 a reler um dos livros pelos quais tenho mais carinho: o fantástico “A Sombra do Vento“, de Carlos Ruiz Zafón.

É um daqueles livros que nos agarra logo nas primeiras linhas e que dificilmente o largamos antes de chegar ao fim, já com a noite a meio.

A história acompanha na 1ª pessoa Daniel Sampere através da sua adolescência até ao momento em que se torna adulto. Nela, o pai do protagonista apresenta-lhe o Cemitério dos Livros Esquecidos, um local mágico e escondido no coração de Barcelona, conhecido apenas pelos bibliotecários da cidade, e que guarda milhares de livros esquecidos ao longo dos tempos.

Diz-lhe o pai que na primeira vez que alguém lá entra há sempre um livro que nos escolhe, não nós a ele, e que nos acompanha para o resto da vida. É o que acontece com Daniel Sampere.

Ao tentar desvendar mais informações sobre o autor do livro que o escolheu, e sobre a sua obra, o protagonista acaba por se envolver numa fantástica e misteriosa aventura com várias reviravoltas e com bastantes paralelismos à sua própria vida.

Ao ler esta história são vários os momentos que nos fazem reflectir sobre a nossa própria vida, as nossas escolhas e as nossas relações.

E a cidade de Barcelona, que aqui também é protagonista, é descrita de tal maneira que nos faz querer visita-la. E vão! Recomendo! Umas minhas cidades favoritas e a quem sem dúvida este livro faz justiça.

A Sombra do Vento é o primeiro de uma saga de 4 livros, que terminou com o lançamento do último livro no mês passado, 15 anos depois deste.

E podem encontrar o livro a um preço bem aceitável (edição especial!) na Wook.

Um último pormenor delicioso: o autor, além de ser um excelente escritor, também se dedica a compor música nos seus tempos livres. E inspirado pelo mundo que construiu neste livro compôs umas quantas músicas para acompanharem a leitura do mesmo. Podem ouvir e descarregar as músicas, de borla, através do seu site oficial aqui.

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